História / Lagoa


Sede Lagoa

A necessidade de ter uma casa definitiva passou a ser um desafio para a Diretoria e associados que mais freqüentavam a Associação. Nomeada uma comissão com o nome de Pró-Sede e Praça de Esportes, da qual faziam parte Armando Simões de Castro, o “Foguinho”, como Presidente e, mais Cídio Carneiro, Adolpho Schermann, Rubélio Freire D´Aguiar e Inayá Miranda. Uns procuravam pela cidade imóveis à venda, outros desenhavam plantas, chegou-se até a cogitar a compra do famoso Cassino da Urca, entregue ao Banco em troca de dívidas, mas que não se concretizou. Um terreno na enseada de Botafogo, onde hoje encontra-se a Agência do Banco e outro na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, atual sede do CIB, também estiveram nos planos, posteriormente descartados.

O primeiro sinal que tocou fundo no coração da Comissão foi o “Plano Agache”. Era um projeto da Prefeitura do então Distrito Federal, aprovado em 1942, para urbanizar a área da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Prefeito, dr. Henrique Dodsworth mandou seu irmão dr. Jorge de Toledo Dodsworth, que exercia o cargo de Diretor Administrativo da Prefeitura tratar do financiamento do projeto junto ao Banco do Brasil. Por sorte o emissário foi recebido pelo Diretor do Banco, dr. Ildefonso Simões Lopes, do qual Cídio Carneiro era secretário. Cídio, em vida, relatou que ao examinar as plantas viu que existia uma área destinada a clubes esportivos na margem da Avenida Epitácio Pessoa. Os anos passaram-se, o Plano Agache saiu do papel para a realidade, o Monte Líbano ganhou o seu lote, logo depois, o Paissandu e apesar dos esforços para conquistar um pedaço, para a AABB nada.

Foi então, segundo ainda o relato de Cídio Carneiro, na época assumindo interinamente a Presidência da AABB, que o Presidente Getúlio Vargas nomeou Prefeito do Distrito Federal (o Rio de Janeiro era a capital do País), o Coronel Dulcídio do Espírito Santo Cardoso. O Banco do Brasil era um manancial de competentes administradores e nessas mudanças forneceu de uma leva só, Carlos Cardoso para Secretário de Finanças e Alcebiades França de Faria para o Banco da Prefeitura. Com os dois mais próximos do Prefeito, a interlocução ficou mais fácil, até que chegou o recado para fazermos um pedido bem justificado. Cídio. Schermann, Rubélio e Armando trabalharam a oito mãos para produzir um memorial que Alcebiades e Carlos, juntos apresentaram ao Prefeito. Era o começo de outubro de 1953. O pedido transformou-se no processo nº 7.000.330-53 que foi analisado e sua aprovação publicada no Diário Oficial de 16/10/1953. Logo no dia seguinte, na companhia de uma comitiva de 60 associados, Cídio foi ao Palácio Guanabara assinar o termo de posse do terreno, onde hoje está instalada a sede da AABB-Rio, à Av. Borges de Medeiros, 829.



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